Mercado internacional é um dos pilares

A Eliane tem uma tradição exportadora muito forte. O mercado internacional é um dos pilares da empresa desde muito cedo. A presença no mercado internacional nos traz vantagens competitivas, pois para atender mercados tão exigentes, precisamos estar sempre buscando melhoria contínua. O atendimento às normas internacionais, eleva nossos critérios de qualidade como um todo, em produto, em serviço, em gestão socioambiental, etc. O mercado internacional é muito competitivo, é preciso sempre estar buscando adaptação e adequação às novas normas e procedimentos para nos mantermos atuantes lá fora.

 

Quem já teve a experiência de fazer um processo de exportação ou importação, sabe o quanto pode ser burocrático. Todas estas exigências burocráticas tornam nosso serviço de entrega ao cliente mais lento e caro. Como empresa exportadora, não podíamos deixar passar a oportunidade que estamos recebendo da Receita Federal de desonerar e agilizar nossos processos. Vimos o programa Operador Econômico Autorizado (OEA) como um passo muito positivo para o comércio exterior brasileiro. Esperamos ter agilidade não só no processo interno, mas também simplificar e desonerar o processo no destino. Na medida em que o governo for fechando os acordos mútuos com outros países – há muitos acordos já sendo trabalhados – nossos clientes nestes países também serão beneficiados com agilidade de liberação.

 

Vimos isso como um grande diferencial competitivo. No lançamento do programa, acredito que havia muitas dúvidas com relação aos benefícios da certificação. Porém, basta procurar realmente entender o programa e ver que não é um programa isolado do Brasil, mas sim, uma movimentação sistêmica do mundo todo, então, percebermos o tamanho do passo que estamos dando no Brasil. Este programa, junto às iniciativas aliadas ao portal único/single window, é um divisor de águas para o comércio mundial.

 

Faz pouco tempo que iniciamos o processo de certificação. Fizemos um estudo da norma e recebemos uma consultoria externa para entender melhor o processo de certificação. Hoje, há muitas consultorias que podem ajudar as empresas no processo de certificação. Faremos inicialmente a certificação OEA-Segurança. Temos uma forte presença no mercado americano, que foi o primeiro a adotar uma norma de segurança na cadeia logística, o C-TPAT, o atendimento desta norma nos deixa um passo à frente para o atendimento do OEA Segurança, pois ambos estão relacionados ao padrão SAFE, desenvolvido pela OMA (Organização Mundial das Aduanas).

 

Decidido isso, o primeiro passo, antes ainda de registrar a solicitação na Receita Federal, foi de mapear todos os nossos processos. Avaliamos o que precisava ser mantido, adaptado ou mesmo criado. Estamos, agora, revendo e criando processos. Parece simples, mas esta fase precisa de um envolvimento de vários departamentos e fornecedores, e as pessoas envolvidas nem sempre entendem porquê precisamos atender às normas de segurança antiterroristas, por exemplo, pois está fora da nossa realidade no Brasil, apesar de ser a realidade em muitos países que temos relações. Mas aos poucos vamos explicando e esclarecendo as dúvidas de todos, e percebemos que o engajamento vem ampliando. O próximo passo, requer um pouco de investimento, que é a adaptação de estrutura física para o atendimento da norma. Ainda não chegamos nesta fase, mas tão logo tenhamos um cronograma de finalização, aplicaremos para certificação na receita.

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