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Com juros e câmbio do Focus, inflação de 2020 fica abaixo da meta, diz BC

September 24, 2019

Na última semana, o Banco Central reduziu a Selic para a taxa mais baixa da história, a 5,5% ao ano

 

Inflação: taxa de juros pode ficar abaixo da meta, diz Banco Central (Gabriel Vergani/EyeEm/Getty Images)

 

 

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fizeram, na ata de seu último encontro, uma série de avaliações sobre a trajetória de inflação com base nos diferentes cenários para o câmbio e a taxa de juros.

 

Primeiro, eles citaram o cenário com taxas de juros constantes em 6,00% ao ano, que “produzem inflação abaixo da meta para 2020”. De fato, no cenário de referência publicado hoje pelo BC, com Selic a 6,00% ao ano e câmbio fixo a R$ 4,05, a projeção para a inflação em 2020 está em 3,6% – abaixo da meta de 4% para o ano. Vale destacar, porém, que como a Selic caiu de 6,00% para 5,50% ao ano na semana passada, o cenário de referência já demonstra defasagem em relação à realidade.

 

Na ata, os membros do Copom citaram em um segundo momento o cenário de inflação com trajetórias para os juros e o câmbio extraídas da pesquisa Focus (cenário de mercado). Segundo eles, neste caso a inflação também ficará abaixo da meta para 2020. Conforme a ata, a projeção do cenário de mercado para a inflação de 2020 é de 3,6%.

 

“Nesse cenário, os condicionantes têm efeitos opostos sobre a inflação para 2020. De um lado, o estímulo monetário adicional advindo de taxas de juros mais baixas contribui para a elevação da inflação ao longo do horizonte relevante. Do outro lado, o cenário considera apreciação cambial no curto prazo, que constitui vetor na direção oposta”, pontuaram os membros do Copom. “O efeito dessa trajetória de apreciação cambial fica mais claro quando se considera o cenário híbrido com trajetória de juros da pesquisa Focus e hipótese agnóstica de taxa de câmbio constante, que produz projeção ligeiramente abaixo da meta em 2020”, acrescentou a instituição.

 

“Nesse cenário, os condicionantes têm efeitos opostos sobre a inflação para 2020. De um lado, o estímulo monetário adicional advindo de taxas de juros mais baixas contribui para a elevação da inflação ao longo do horizonte relevante. Do outro lado, o cenário considera apreciação cambial no curto prazo, que constitui vetor na direção oposta”, pontuaram os membros do Copom. “O efeito dessa trajetória de apreciação cambial fica mais claro quando se considera o cenário híbrido com trajetória de juros da pesquisa Focus e hipótese agnóstica de taxa de câmbio constante, que produz projeção ligeiramente abaixo da meta em 2020”, acrescentou a instituição.

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