A Pandemia do Covid-19 e seus impactos na economia brasileira

April 2, 2020

Resumo do estudo realizado pela Confederação Nacional de Serviço (CNS) e a Exante Consultoria Econômica, tendo como fonte o IBGE

 

 

• Os efeitos da crise na economia brasileira devem ser severos, com reflexos na produção, no emprego e na geração de tributos;

• O PIB da Construção Civil Brasileira pode cair 8,3% com a paralisação das obras por um período de 60 a 90 dias; O ajuste sobre a mão de obra para acomodar essa redução e atividades deve alcançar 637 mil postos de trabalho. Vale lembrar que esse setor é o que sofreu as maiores perdas de renda e emprego desde a crise de 2015;

• O comércio deve ser um dos setores com maior contração de renda, com redução de remunerações de seus trabalhadores e das margens de comercialização. Espera-se uma queda de 10,7% no PIB comercial do país com potencial de fechamento de 2 milhões de postos de trabalho. Boa parte dessas ocupações é de trabalhadores autônomos do comércio, grupo que inclui duas categorias profissionais muito numerosas: a de representantes comerciais e a de ambulantes;

• O setor de serviços deve ser o menos prejudicado na crise, muito embora alguns segmentos devam sofrer grandes perdas. Em conjunto, os serviços devem perder 3,4% de seu PIB e quase 2,3 milhões de postos de trabalho podem ser afetados caso o ajuste do emprego siga a queda da produção.

• Os segmentos com maiores perdas devem ser o setor de transportes, com queda de renda de 10,6%, de alojamento e alimentação, cuja queda do PIB pode alcançar 16,9%, e o de serviços profissionais – formado por escritórios de advocacia, contadores, arquitetos e engenheiros – cujas perdas devem alcançar 6,3% da renda. As ocupações que podem ser encerradas nesses três segmentos dos serviços somavam 1,7 milhão de postos de trabalho na base de 2017;
 
• Os setores de tecnologia da informação, de saúde pública e privada e os serviços públicos, ao contrário, devem ter manutenção ou aumento de renda e de postos de trabalho. Por serem serviços estratégicos nesse momento de crise, os profissionais dessa área serão, em média, demandados de forma mais intensa com aumento de carga de trabalho e de renda. No setor de saúde e assistência social espera-se um aumento de demanda de mão de obra de 2,5%;

• Arrecadação de impostos: considerando a estrutura da distribuição da carga tributária total da economia brasileira entre os setores de atividade, é possível estimar o efeito sobre a arrecadação de impostos da crise na geração de renda e empregos. Nessa estrutura já estão considerados os impostos recolhidos pelas empresas e pelas famílias na produção e consumo de todas as mercadorias e serviços. Também fazem parte os impostos sobre renda e propriedade pagos pelas pessoas físicas ou jurídicas.

• Em 2017, a arrecadação total de impostos e contribuições somou R$ 2,196 trilhões, o que equivaleu a 38,7% do PIB a custo de fatores ou 32,8% do PIB a preços de mercado. Tomando por base essa arrecadação e sua distribuição setorial, estima-se que a crise deve provocar uma redução de R$ 124,5 bilhões na arrecadação do governo federal, estados e municípios. Essa queda é composta por uma redução de R$ 57,1 bilhões nos impostos ligados à produção e consumo de mercadorias e serviços, em que pesam o ICMS e as contribuições ao PIS e COFINS, e uma retração de R$ 67,4 bilhões de impostos sobre a renda e a propriedade, onde pesam o imposto de renda e as contribuições à seguridade social.

Acompanhe os detalhes do estudo, bem como os gráfico explicativos, clicando aqui.

Ou copie o link: https://anfacerblob.blob.core.windows.net/anfacermkt/anfacer/emailmkt/Impactos_econ%C3%B4micos_Covid-19_CNS.pdf

 

 

 

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