ANFACER • Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres

Alta da confiança empresarial em junho foi puxada pela indústria, diz FGV

A confiança em alta da indústria impulsionou o aumento de 4,3 pontos no Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) em junho ante maio, para 98,8 pontos, segundo o economista da fundação e responsável pelo indicador, Aloisio Campelo.

Segundo a instituição, porém, a continuidade de melhora depende do ritmo de vacinação contra a covid-19

A confiança em alta da indústria impulsionou o aumento de 4,3 pontos no Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) em junho ante maio, para 98,8 pontos, segundo o economista da fundação e responsável pelo indicador, Aloisio Campelo. Com o aumento, o terceiro consecutivo, o ICE atinge melhor pontuação desde dezembro de 2013 (99,8 pontos), informou o técnico. Mas a continuidade do bom humor empresarial depende do ritmo de vacinação contra covid-19, que afeta direta e indiretamente a confiança de todos os segmentos empresariais.

Ao falar sobre a evolução do ICE entre maio e junho, o especialista comentou que, dos quatro grandes segmentos empresariais usados para cálculo do indicador, o setor industrial foi o único a apresentar, em junho, pontuação acima de 100 pontos - quadrante favorável. Em junho, a indústria registrou confiança em 107,6 pontos; Serviços, 93,8 pontos; comércio, 95,9 pontos; e construção 92,4 pontos.

No Brasil, vários fatores contribuíram para atividade industrial em alta, mesmo em meio à pandemia, iniciada em março de 2020, lembrou Campelo. Com o dólar em alta, isso na prática favoreceu a rentabilidade de exportações de manufaturados brasileiros, notou ele. Ao mesmo tempo, houve maior demanda por commodities, que beneficiou a indústria de alimentos brasileira - como a soja, por exemplo.

Em contrapartida, a economia de serviços foi fortemente prejudicada durante a pandemia, devido às restrições de circulação social delineadas para conter avanço da doença. Também houve impacto negativo em comércio presencial, notou ele.

No entanto, comentou que, com avanço da vacinação no Brasil, isso na prática tende a diminuir restrições de circulação social no país. Com isso, não está descartada recuperação mais robusta nas atividades de serviços e de comércio, com posterior impacto nos indicadores de confiança desses segmentos - e, com isso, alavancar os resultados do ICE, nos próximos meses.

"Assumindo que a vacinação vai dar certo, vai melhorar muito a situação da pandemia. E esses segmentos devem melhorar, principalmente serviços" resumiu Campelo.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO.

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