Encontro reuniu representantes das entidades para discutir pautas de interesse do setor.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a União Industrial Argentina (UIA) divulgaram nesta quinta-feira (10) declaração conjunta em que apresentam as ações prioritárias para o segundo semestre deste ano com o objetivo de impulsionar o comércio bilateral e aprofundar a integração do Mercosul.
O documento foi divulgado em reunião virtual do Conselho Empresarial Brasil-Argentina (Cembrar) nesta tarde. As propostas são organizadas em prioridades na relação Brasil-Argentina e para o Mercosul. No primeiro, os temas são facilitação de comércio; cooperação regulatória; e documentos eletrônicos para processos de comércio exterior. No segundo, discussões sobre Tarifa Externa Comum (TEC); negociações extrarregionais; e internalização de acordos pendentes e revisões de acordos do Mercosul.
O presidente da seção brasileira do Cembrar, Mauro Bellini, defendeu pragmatismo na agenda bilateral para que Brasil e Argentina saiam da crise desencadeada pela pandemia de Covid-19. Ele ressaltou que, além da crise sanitária, os dois países enfrentam obstáculos históricos que resultam em perda de competitividade. Ele destacou que, entre 18 países, Brasil e Argentina posicionam-se nas últimas posições em ranking de competitividade elaborado pela CNI.
“Além de superar a crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, os dois países precisam se unir para solucionar problemas estruturais que impactam a sua competitividade no mercado global”, disse.
O presidente da seção argentina do Cembrar, Lus Tendlarz, também destacou que os dois países precisam desenvolver ações para tornarem suas economias cada vez mais competitivas.
“Com a declaração conjunta, queremos contribuir para que as indústrias dos dois países saim maiores e melhores dessa crise”, disse Tendlarz.
Nesse sentido, ressaltou ele, o debate sobre a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul não é oportuno nem necessário, uma vez que o contexto é de crise e não se sabe que benefícios essa medida trará aos países do bloco.
O embaixador brasileiro na Argentina, Reinaldo José de Almeida Salgado, disse que o crescimento dos países passa, necessariamente, pelo desenvolvimento do setor produtivo. Ele ressaltou que a pauta do comércio bilateral é qualificada, composta sobretudo por bens industrializados.
No entanto, de 2011 a 2020 o comércio entre os dois países caiu de cerca de US$ 40 bilhões para R$ 16 bilhões.
“Precisamos trabalhar para reverter essa tendência. Seguimos empenhados para resolver os problemas de restrições da pandemia, mas também precisamos de soluções sistêmicas que garantam previsibilidade e segurança jurídica ao comércio bilateral”, afirmou o embaixador.
O embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, por sua vez, afirmou que uma das prioridades da argentina é recuperar o comércio com o Brasil, seu principal parceiro na região. “Vamos fazer o comércio crescer, nos modernizar e estamos abertos a negociar novos acordos que tragam benefícios para ambos os países”, disse.
Encontro reuniu representantes das entidades para discutir pautas de interesse do setor.
Encontro reuniu representantes dos principais setores produtivos brasileiros atingidos pelas sobretaxas norte-americanas para mapear novos mercados e alinhar ações institucionais de inteligência e promoção comercial.
A Anfacer é uma das apoiadoras do evento, que acontece em São Paulo, no dia 25 de agosto.