ANFACER • Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres

Em entrevista ao Portal Energia Hoje, Benjamin Ferreira Neto ressalta "preço 50% mais caro do gás natural inviabiliza setor cerâmico"

Alta de 50% no preço da Petrobras para insumo que representa 30% do custo total afeta "de modo contundente" a competitividade do setor, afirma o executivo

Alta de 50% no preço da Petrobras para insumo que representa 30% do custo total afeta "de modo contundente" a competitividade do setor, afirma Benjamin Ferreira Neto

Por Fabio Couto   Publicado em 10/01/2022

Benjamin Ferreira Neto, Presidente do Conselho da Anfacer

O setor cerâmico avalia que a confirmação do reajuste de 50% nospreços da molécula de gásnatural pela Petrobras inviabiliza asatividades desta indústria. Segundo o presidente do conselho de administraçãoda Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, LouçasSanitárias e Congêneres (Anfacer), Benjamin Ferreira Neto, a indústria realizouinvestimentos elevados para tornar o gás natural a principal fonte energética.

“A proposta apresentada pela Petrobras às distribuidoras, quepoderá resultar, a partir de janeiro de 2022 e pelos próximos quatro anos, emaumento de 50% no valor do gás natural, poderá ter sérias consequências paranossa atividade”, afirmou Ferreira, em comunicado. O executivo afirmou aindaque a entidade enviou ofício ao presidente Jair Bolsonaro apontando o problemado reajuste e pedindo soluções.

A Anfacer ressalta dados segundo os quais o Brasil ocupa aterceira posição no ranking mundial de produção e a segunda em consumo além deser o sétimo no ranking das exportações, com vendas para mais de 110 países.Ferreira disse ainda que “respondemos por cerca de 14% de todo o gás natural deuso industrial no país”.

Nesta direção, o executivo da Anfacer salientou que uma alta de50% no preço de um insumo que representa 30% do custo total de fabricação dometro quadrado de revestimento cerâmico afeta “de modo contundente” acompetitividade do setor nos mercados interno e externo.

Em 2022, caso a política da Petrobras seja confirmada, a Anfacerestima queda de 32% na produção nacional, o que corresponde a 320 milhões demetros quadrados que deixarão de ser fabricados, com redução de 26% na geraçãode novos empregos e perda de 30% no ingresso de divisas, com queda nasexportações.

Liminarestravaram o reajuste de preços da molécula da Petrobras para as distribuidorasde gás, que entraria em vigor no último dia 01/01.

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