Iniciativa promove o desenvolvimento de lideranças femininas e fortalece a presença das mulheres em cargos de gestão na indústria.

A confirmação da sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros amplia os desafios para as exportações da indústria cerâmica nacional. A medida, anunciada pelo governo norte-americano no âmbito da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301, afeta uma relação comercial historicamente complementar entre os dois países e compromete significativamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.
Embora a decisão contemple exceções para determinados produtos, os revestimentos cerâmicos brasileiros permanecem sujeitos à nova tarifa. O cenário amplia os custos de acesso ao principal mercado externo do setor e aumenta a insegurança para empresas que construíram uma relação comercial sólida com parceiros norte-americanos.
Desde o início da investigação, a Anfacer acompanhou de forma ativa todas as etapas do processo, apresentando contribuições técnicas que evidenciam a importância da indústria cerâmica brasileira para o mercado dos Estados Unidos. Em julho, representantes da entidade participaram presencialmente da audiência pública promovida pelo USTR, em Washington, onde defenderam a manutenção de um ambiente comercial previsível, baseado em critérios técnicos, no diálogo institucional e nos benefícios da relação bilateral.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos. Ao longo dos últimos anos, a indústria nacional consolidou sua presença nesse mercado por meio de investimentos contínuos em tecnologia, inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva,tornando o Brasil um dos principais produtores e exportadores mundiais do setor. Essa relação comercial beneficia ambos os países, contribuindo para o abastecimento do mercado norte-americano com produtos de alta qualidade e fortalecendo uma cadeia de valor construída ao longo de décadas.
A Anfacer entende que questões comerciais devem ser tratadas prioritariamente por meio do diálogo e da cooperação entre os países. Medidas tarifárias unilaterais aumentam a insegurança para o comércio internacional e dificultam a previsibilidade necessária para investimentos e o desenvolvimento das cadeias produtivas.
A Anfacer seguirá atuando junto ao Governo brasileiro, às autoridades norte-americanas e às entidades parceiras nos Estados Unidos na busca por alternativas que minimizem os impactos da medida e preservem a competitividade da indústria cerâmica brasileira.
Em 2024, último ano sem a incidência das tarifas adicionais,os Estados Unidos responderam por US$ 95 milhões em receita, o equivalente a aproximadamente 25% das exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos.
Em 2025, os efeitos das medidas tarifárias já foram percebidos de forma significativa: as exportações para o mercado norte-americano registraram queda de 31,7% na receita e de 24,2% no volume em relação ao ano anterior. Apesar da queda, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações brasileiras em 2025.
Na comparação entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período de 2025, as exportações para os Estados Unidos recuaram 48,3% em receita e 45,8% em volume.
Iniciativa promove o desenvolvimento de lideranças femininas e fortalece a presença das mulheres em cargos de gestão na indústria.
Entidade destacou a importância da indústria cerâmica brasileira para o mercado dos Estados Unidos e os impactos de uma eventual elevação tarifária
Evento promovido por Anfacer, Aspacer e Centro Cerâmico do Brasil reunirá profissionais para debater liderança, desenvolvimento e protagonismo feminino no setor.