Agência Estado traz entrevista com Benjamin Ferreira Neto sobre a competição no mercado do gás natural

03/01/2022 18:39:26 - AE ENERGIA

ANFACER VÊ FRUSTRAÇÃO COM DEMORA PARA DESTRAVAR COMPETIÇÃO NOMERCADO DE GÁS

Por Wilian Miron São Paulo, 03/01/2022 - Após oito meses de aprovação da "Nova Lei do Gás", as indústrias de cerâmica estão desapontadas com a demora em destravar a almejada competição no mercado de gás natural e encaminharam, por meio da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer), uma carta ao presidente Jair Bolsonaro, reclamando das dificuldades para avançar na abertura do mercado a novos competidores. Além disso, a entidade está preocupada com a possibilidade de surgir um monopólio privado no setor. "Estamos frustrados com o [ritmo no] andamento da Lei do Gás.

A gente esperava concorrência, competição, e o que tem acontecido deixou os setores que mais consomem gás natural preocupados", disse ao Broadcast Energia o presidente do conselho de administração da entidade, Benjamin Ferreira Neto. Segundo ele, a carta aponta os problemas que o recente aumento de preços pela Petrobras pode trazer ao setor e cobra soluções do governo para avançar com a abertura do mercado, por meio de medidas infra legais, especialmente aquelas que podem ser adotadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "O objetivo foi marcar insatisfação com o andamento desse processo e com a velocidade da saída da Petrobras", afirmou. Hoje o gás natural representa aproximadamente 30% do custo do metro quadrado de cerâmica produzido, oque pode elevar os preços para o consumidor final, justamente em meio à alta da inflação e perda do poder de compra da população. Por isso, no documento enviado em meados de dezembro a entidade pontua os efeitos que a majoração no preço da molécula pode causar, com potencial para retrair um segmento que tem programado investimentos de R$ 2 bilhões e se encontra num momento de recuperação dos efeitos econômicos da pandemia do novo corona vírus. "Temos hoje aumento da taxa de juros, perda de poder aquisitivo da população e tudo isso pode impactar negativamente nosso setor, podemos até andar para trás nesse ano".

Contato: energia@estadao.com

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