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Entre os dias 19 e 21 de maio, representantes de entidades governamentais realizaram visitas técnicas às indústrias dos setores energointensivos — químico, cerâmico, vidro, alumínio, cimento e papel e celulose — como parte das etapas do processo de implementação das obrigações relacionadas ao MRV (Mensuração, Relato e Verificação).
Para receber a comitiva e representar o setor cerâmico, foi selecionada a empresa Embramaco, localizada em Santa Gertrudes (SP). A visita contou com o acompanhamento da Anfacer e reuniu representantes do Ministério da Fazenda, da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços(MDIC), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além de agências de fomento.
Segundo Thiago Barral, Subsecretário de Implementação da SEMC, a visita é importante porque, neste momento, o Ministério da Fazenda e a SEMC estão discutindo aspectos cruciais da regulamentação.
“O primeiro é a definição de etapas de ampliação progressiva da cobertura dos setores que vão participar do programa brasileiro de relato de Emissões (MRV). O segundo são as normas para o MRV das emissões dos setores, entre eles o cerâmico, e a definição dos requisitos mínimos de qualidade e precisão, em relação ao monitoramento”.
Durante a agenda, a equipe da Embramaco apresentou suas práticas e expertise em gestão, sustentabilidade e tecnologia, evidenciando a força, a competitividade e o compromisso do setor cerâmico brasileiro com a inovação e a agenda de descarbonização.
“A visita às plantas permite um melhor entendimento do processo produtivo das fontes de emissão. Esse entendimento é importante para que as normas de monitoramento sejam bem construídas e aderentes à realidade e às práticas de cada um dos setores”.
De acordo com a proposta do Ministério da Fazenda, o setor cerâmico está previsto para a segunda etapa do processo de MRV, com início em 2029. A decisão final ainda será publicada, após o tema passar por consulta pública
Com a definição das regras de MRV, o setor deverá desenvolver e manter inventários de gases de efeito estufa (GEE), permitindo comprovar as reduções de emissões alcançadas ao longo do tempo como resultado dos investimentos já realizados. Nesse contexto, a Anfacer, por meio da Iniciativa +Sustentável, promoverá reuniões e webinars para apoiar os associados na compreensão e implementação dessas exigências, garantindo que estejam preparados para 2029, quando o setor passará a ser regulado.
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Encontro, exclusivo para associados, acontecerá no dia 10 de junho e apresentará estudo sobre os impactos do aumento dos custos de energia sobre a indústria e os desafios dos setores energointensivos.
Acesse a análise da Anfacer para o setor.