O setor da construção civil foi o segundo maior gerador de vagas formais do país no período.

As atividades da construção voltaram a acelerar nos primeiros meses de 2026. O setor cresceu 2,9% no primeiro trimestre deste ano em relação aos três últimos meses de 2025, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado reverte a queda de 2,4% registrada no quarto trimestre do ano passado e sinaliza uma retomada do ritmo de atividade da construção.
O desempenho é impulsionado, entre outros fatores, pelo forte volume de lançamentos imobiliários e pelos investimentos em infraestrutura. Conforme os Indicadores Imobiliários Nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os lançamentos cresceram 13,88% em 2025, totalizando 471.769 unidades. As vendas também avançaram 7,18%, alcançando 433.681 unidades comercializadas. Como o ciclo de produção da construção é longo, esses empreendimentos continuarão gerando atividade econômica ao longo dos próximos anos.
Os investimentos em infraestrutura também contribuíram para o resultado. Segundo estimativas da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o segmento recebeu R$ 280 bilhões em investimentos em 2025, alta de 3% em relação ao ano anterior.
O crescimento da construção ajudou a impulsionar o desempenho da indústria brasileira, que avançou 1% no primeiro trimestre. No mesmo período, a economia nacional cresceu 1,1%, com expansão de 2% na agropecuária e de 0,5% no setor de serviços. Outro dado importante foi o aumento de 3,5% na Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos realizados no país e tem forte participação da construção civil. A taxa de investimentos passou de 16% para 16,5% do PIB, embora ainda permaneça abaixo da média mundial, estimada em cerca de 25%.
Para a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, os números reforçam a expectativa de crescimento do setor neste ano. “O volume recorde de recursos do FGTS para a habitação popular, as medidas de incentivo ao Minha Casa, Minha Vida, os investimentos em infraestrutura e o mercado de trabalho resiliente são fatores que contribuem para o desempenho da construção em 2026″, apontou.
Mesmo com o crescimento, os desafios continuam, no entanto. “A taxa de juros ainda permanece em patamares elevados, os custos de materiais e mão de obra seguem pressionando o setor e a possibilidade de redução da jornada de trabalho pode impactar o ritmo de atividade”, afirmou a economista.
Após crescer 0,5% em 2025, a CBIC projeta expansão de 1,2% para o PIB da construção em 2026, o que representará o terceiro ano consecutivo de crescimento do setor.
O mercado de trabalho também refletiu a retomada das atividades. Dados do Novo Caged mostram que a construção civil foi o segundo setor que mais gerou empregos formais entre janeiro e abril de 2026. Foram criadas 143.547 vagas no período, o equivalente a 20,5% de todos os empregos gerados no país. O resultado representa crescimento de 8,11% em relação ao mesmo período de 2025.
Confira aqui o Informativo Econômico da CBIC
Fonte: CBIC
O setor da construção civil foi o segundo maior gerador de vagas formais do país no período.
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