O resultado reverte a queda de 2,4% registrada no quarto trimestre do ano passado e sinaliza uma retomada do ritmo de atividade da construção.

A Indústria da construção criou 23.525 novos empregos com carteira assinada em abril de 2026,segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com o resultado, o setor foi o segundo maior gerador de vagas formais do país no mês, respondendo por 27,39% dos 85.888 postos criados no período.
Os três segmentos da construção apresentaram saldo positivo em abril. Os Serviços Especializados para a construção lideraram a geração de vagas, com 8.745 novos postos, seguidos pela construção de edifícios (7.397) e obras de infraestrutura(7.383).
Outro destaque foi o salário médio de admissão do setor, que alcançou R$ 2.566,55, o maior entre os segmentos econômicos e acima da média nacional, de R$2.386,56.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a construção gerou 143.547 empregos formais, o equivalente a 20,51% das vagas criadas no país no período. O resultado é8,11% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025 e representa o melhor desempenho para o primeiro quadrimestre desde o início da série do Novo Caged, em 2020.
Atualmente, o setor soma 3,094 milhões de trabalhadores formais no país, alta de 3,21% em relação a abril do ano passado.
Para a economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, a expectativa é de continuidade do desempenho positivo do setor ao longo do ano. “A construção deverá registrar resultado positivo em 2026. O volume recorde de recursos do FGTS para financiamento da habitação popular, as medidas de incentivo ao Programa Minha Casa, Minha Vida, os investimentos em infraestrutura e o mercado de trabalho resiliente, com taxa de desemprego em menores patamares, são alguns dos fatores positivos que podem contribuir para isso”, afirma.
A economista ressalta, no entanto, que o setor segue atento aos desafios econômicos. “Entretanto, existem desafios e a taxa de juros em patamares elevados, aqueda atual projetada menor do que a aguardada inicialmente, o aumento dos custos de materiais e mão de obra são alguns deles”, completa.
Fonte: CBIC
Foto: Magnific
O resultado reverte a queda de 2,4% registrada no quarto trimestre do ano passado e sinaliza uma retomada do ritmo de atividade da construção.
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