ANFACER • Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres

Grupo LAMOSA no Brasil (Incepa Revestimentos) anuncia investimento de R$ 150 milhões para a atualização tecnológica na planta industrial localizada em São Mateus do Sul

Setor

O projeto, que contempla a instalação de novos maquinários e readequações em toda a operação, também representa um reajuste de rota mediante a necessidade de reestruturação com vistas a atender novos mercados internacionais em decorrência dos impactos sentidos pela tarifação estadunidense

Na última sexta-feira, dia 18 de setembro, o Grupo LAMOSA no Brasil Incepa Revestimentos), abriu as portas da sua planta fabril localizada em São Mateus do Sul, no Paraná, para receber o governador em exercício do Paraná, Darci Piana, e sua comitiva, além da prefeita de São Mateus do Sul, a Sra. Fernanda Sardanha e outras autoridades do município.

Além da visita à unidade industrial, presente na cidade desde 1989, o convite realizado por Sergio Wuaden, country manager do Grupo LAMOSA no Brasil, foi seguido de um anúncio de extrema importância: o plano de atualização tecnológica da operação.

Assim, foi oficialmente comunicado um investimento estratégico de R$ 150 milhões que consistirá na implantação de novos equipamentos e de readequações em toda estrutura que entregarão ao parque fabril de São Mateus do Sul a alcunha de uma complexo industrial de ponta e completamente alinhado com os padrões inovadores e de alta tecnologia da empresa. Além do maquinário, estão previstas obras civis para a realocação de áreas, incluindo a estocagem.

“Será um trabalho robusto a ser empenhadodentro de um cronograma muito bem definido que manterá a nossa produção duranteos 14 meses previstos para execução”, admite Wuaden.

Sérgio Wuaden, Country Manager do Grupo LAMOSA no Brasil | Foto: Jéssica Griten Fotografia

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Mais do que uma expansão, o projeto tem por objetivo assegurar a continuidade das operações em São Mateus do Sul, no médio e longo prazo, com ganhos de produtividade, segurança operacional, qualidade dos produtos e sustentabilidade econômica. Além disso, as mudanças corroboram para a preservação da competitividade da indústria cerâmica paranaense e contribuem para a manutenção dos empregos. “Temos plena ciência de nossa relevância para o munícipio e o Estado do Paraná”, pontua Wuaden.

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Mudanças de rota no mercado de exportações

Durante o evento, o country manager afirmou que São Mateus de Sul corresponde a 32% da capacidade total instalada do Grupo LAMOSA no Brasil – o outro percentual da operação está concentrado nas duas fábricas situadas em Campo Largo, também no Paraná. Ele igualmente reiterou que o aporte planejado se torna ainda mais relevante diante da demanda de reposicionar a empresa em razão da severa realidade imposta pela tarifação adicional aplicada pelos Estados Unidos aos revestimentos cerâmicos brasileiros, que hoje é de 37,5%.

Antes da medida, o mercado estadunidenserepresentava o principal destino das exportações e a companhia se destacavacomo a maior exportadora brasileira de revestimentos cerâmicos para aquelepaís. “A elevação tarifária comprometeu nossa competitividade e as mudançasprevistas serão cruciais para adaptar a operação ao novo cenário comercial e apreservação da capacidade produtiva”, verbaliza Wuaden.

Foto: Jéssica Griten Fotografia

As contrapartidas solicitadas peloGrupo LAMOSA no Brasil

 

Durante o encontro, o country managersalientou que a aprovação do investimento pela LAMOSA, grupo mexicanoposicionado como o segundo produtor mundial de revestimentos cerâmicos no mundoe à frente da operação brasileira desde 2021, está condicionada ao aceite, porparte do governo do Estado, dos pleitos formulados no âmbito do Programa ParanáCompetitivo, que atualmente se encontra em análise. Ademais, a empresa solicitaa implementação das condições de infraestrutura necessárias ao adequado acessoà planta industrial, especialmente a pavimentação da via de acesso à fábrica deSão Mateus do Sul.

Em sua fala, Wuaden confirmou queessas condições são essenciais, determinantes e indissociáveis para oinvestimento, pois constituem premissas fundamentais de sua viabilidadeeconômica e operacional para a destinação dos recursos que permitirão aatualização da estrutura industrial vigente.

 “Mais do que um incentivo aoinvestimento, esse apoio é absolutamente fundamental para a sustentabilidadeda operação, especialmente diante dos severos impactos decorrentes datarifação. Nossa experiência anterior dentro do Paraná Competitivo, que ocorreuem 2022, foi determinante para as implementações que promovemos em Campo Largo”, reitera o executivo.

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