ANFACER • Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres

Índice de confiança da construção sobe em maio e tem 1ª alta no ano

Segundo FGV, indicador segue em nível inferior ao patamar alcançado no final do ano passado e ainda sinaliza a predominância de um pessimismo entre as empresas. Inflação da construção sobe 1,80% em maio.

O Índice de Confiança da Construção subiu 2,2 pontos em maio, para 87,2 pontos, a primeira alta deste ano, segundo divulgou nesta quarta-feira (26) a Fundação Getulio Vargas.

Em médias móveis trimestrais, porém, o índice recuou 1,6 ponto, a quinta queda consecutiva.

“Seguindo as ondas da Covid, a confiança das empresas do setor da construção registrou uma tímida melhora em maio, sem reverter, no entanto, a sequência de quatro resultados negativos. O índice de confiança continua em nível inferior ao patamar alcançado no final do ano passado e ainda sinaliza a predominância de um pessimismo entre as empresas", avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

Segundo ela, esse sentimento se contrapõe cada vez mais às expectativas otimistas de retomada do crescimento setorial que prevaleceram até o início do ano.

"Os empresários apontam que a demanda não avançou o suficiente para sustentar um novo ciclo. E a alta de preços dos insumos permanece como uma limitação cada vez maior, dificultando a continuidade e realização de novos negócios”, acrescentou.

Utilização da capacidade e custos

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção caiu 2,7 pontos percentuais, para 74,4%. A maior contribuição veio do NUCI de Mão de Obra, que retraiu 2,9 pontos, para 75,7%. Já o NUCI de Máquinas e Equipamentos recuou 1 ponto, para 69,5%.

Em maio, o custo da matéria-prima alcançou percentual recorde de empresas que citam como o fator limitativo à melhoria dos negócios (40%) ficando atrás apenas da demanda insuficiente (50%).

Desde junho, quando os custos começaram a subir vertiginosamente, a maioria das empresas aponta que os preços praticados vão subir nos próximos três meses. “Vale notar que a consequência imediata desse movimento é o encarecimento do investimento, o que torna mais lenta e difícil a recuperação da economia”, observou Ana Castelo.

Inflação da construção

A FGV também divulgou nesta quarta que o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 1,80% em maio, após variação de 0,95% no mês anterior.

Com este resultado, o índice acumula alta de 6,92% no ano e de 14,62% em 12 meses, acima da inflação oficial do país.

A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 1,88% em abril para 2,58% em maio. O índice referente à Mão de Obra passou de 0,01% em abril para 0,99% em maio.

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