Valdete Aparecida
Líder de turno de produção na Incepa
Val tem uma visão muito positiva em relação às oportunidades que a vida lhe proporciona, buscando aprender todos os dias para resolver os problemas com tranquilidade.
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Natural de Macatuba, no interior de São Paulo, Sandra cresceu em uma família de cinco irmãos, que moravam e trabalhavam em uma usina de cana de açúcar, setor forte na cidade.
Antes de chegar à Savane, passou por uma loja de confecção, cuidando de estoques, inventários e lançamentos de notas. Também trabalhou em um escritório de advocacia, onde descobriu que o mundo jurídico não era seu caminho profissional.
Após o ensino médio, Sandra cursou Tecnologia da Informação e Programação, área na qual desenvolveu, ainda estudante, um programa de controle de estoque para um supermercado local— um prenúncio de sua capacidade analítica e inquietude por soluções práticas. Inicialmente, tinha o desejo de cursar a faculdade de Arquitetura ou mesmo Engenharia Civil, mas por questões logísticas iniciou o curso de administração de empresas e se apaixonou pela área. Formou-se em Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior na cidade de Bauru e, posteriormente, cursou pós-graduação em Gestão de Pessoas na FGV Piracicaba.
Com apenas um ano de existência, a Savane ainda dava seus primeiros passos quando contratou Sandra como recepcionista. Ali, ela atendia os clientes, visitantes e público interno, enquanto fazia o lançamento manual de pedidos recebidos, ainda por FAX, naquela época.
Desde o início, o seu compromisso em aprender e a postura proativa a fizeram se destacar, tanto que não demorou para que surgissem novas oportunidades. Ao deixar a recepção, passou a atuar na área comercial, no atendimento ao mercado interno. A partir daí, sua trajetória se entrelaçou com o próprio crescimento da Savane.
Sandra participou de todas as grandes fases e projetos da empresa — das mudanças de sede, de Macatuba para Cordeirópolis e depois para Rio Claro. Participou também do início das operações de comércio exterior e passou por um breve período no departamento de Recursos Humanos. Cada transição significou um novo aprendizado e, muitas vezes, um salto pessoal. Quando aceitou mudar de cidade, por exemplo, foi a primeira vez que deixou a casa dos pais e passou a morar sozinha, sabendo que abria mão de muitas coisas para seguir um propósito profissional maior.
Mesmo sendo naturalmente introvertida, ela gostou muito do dinamismo da área comercial — os desafios, a interação com clientes e a coordenação de embarques para conectar fábrica, cliente e transportadora. Mais tarde, encontrou sua verdadeira vocação na área administrativa e financeira, que descreve como um espaço de aprendizado contínuo: “é uma área que me desafia todos os dias”, afirma.
Fora do ambiente corporativo, aquela mulher introspectiva dá lugar a uma pessoa cheia de energia e excelente jogadora de vôlei. Sandra surpreende ao informar que joga quase todas as noites em dois times locais e considera o esporte sua válvula de escape. É no vôlei que ela encontra seu relaxamento diário.
Quando olha para o futuro do setor cerâmico, sua visão é clara:
“Acredito que o valor agregado e o fortalecimento das marcas são o caminho inevitável para o crescimento sustentável da indústria cerâmica brasileira”.
Para ela, o excesso de oferta de produtos cerâmicos sem o aumento da demanda corrói as margens de lucro e ameaça a saúde do setor a médio e longo prazo.
Com orgulho, celebra sua própria jornada, entrelaçada à trajetória da própria Savane. Três décadas depois, Sandra Morbi é o retrato da força feminina que transforma desafios em conquistas e constrói com consistência.