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Na mídia: Painel S/A da folha de São Paulo destaca criação do FMC

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Objetivo de novo fórum setorial é fortalecer representação em conversas com o poder público.

Por: Diego Felix

A indústria de materiais de construção se organiza para ampliar o poder de voz junto ao setor público e debater temas caros ao empresariado, como o alto custo de financiamento e a complexidade fiscal no país.

Para isso, 19 associações dos mais variados segmentos da construção vão lançar na próxima quinta-feira (12) o FMC (Fórum das Entidades da Indústria de Materiais de Construção). O objetivo é organizar os interesses do setor, hoje pulverizado em diversas entidades setoriais, ampliando a representação em debates de políticas habitacionais e pautas de sustentabilidade e inovação.

 O ato inicial será realizado durante a Expo Revestir, em São Paulo.

Também estarão na pauta do grupo temas como a descarbonização e a eficiência construtiva.

Hoje, compõem o setor de materiais de construção empresas dos ramos de vidro, cimento, alumínio, cerâmica e tintas. Essas companhias se reúnem principalmente na Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), uma das fundadoras do fórum.

Segundo o grupo, uma das prioridades do FMC será o programa de crédito popular Reforma Casa Brasil, do governo Lula, voltado a reformas residenciais em áreas urbanas. Neste ambiente, o fórum quer ampliar a participação das empresas deste elo da construção civil junto ao Executivo, a Caixa Econômica Federal, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e outros órgãos de fomento.

 "Com pauta propositiva, o FMC quer discutir temas como redução de desperdícios, aumento de produtividade, inovação e redução de emissões de gases de efeito estufa. Custo da energia, qualificação de mão-de-obra e normas técnicas também estão na agenda das reuniões marcadas para as próximas semanas em Brasília", afirma o grupo em nota.

O setor movimenta R$ 62 bilhões por ano e emprega mais de 640 mil pessoas no país. Apesar desse porte, diante do elevado déficit habitacional e do grande número de moradias classificadas como inadequadas pelo Ministério das Cidades, o segmento vê espaço para manter a indústria ativa e preservar o ritmo de produção em patamares estáveis.

 

Matéria publicada no site da Folha de São Paulo, dia 08 de março de 2026.  Acesse aqui.

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